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Hipersensibilidade
Dentinária
O
que é hipersensibilidade (hiperestesia) dentinária?
É
a dor que ocorre, geralmente na região do colo do dente,
próxima à gengiva, provocada pela escovação,
ingestão de alimentos frios, doces, frutas cítricas
etc. A dor cessa assim que o estímulo é removido,
é de curta duração, tendendo a desaparecer
com a mesma rapidez com que se inicia. Assim, a hipersensibilidade
nunca começa espontaneamente como acontece comumente com
outras causas de dor nos dentes. Entretanto, a distinção
entre hipersensibilidade e dor de dente deve ser feita pelo dentista.
A
hipersensibilidade significa que a polpa dental (o nervo
do dente) está doente?
Não,
já que a dor é decorrente de mudanças de pressão
dentro do dente, provocadas pela variação da temperatura
ou por outros estímulos na superfície. Não
tem relação com alterações patológicas
da polpa dental.
Então,
por que o dente dói?
Em
condições normais, a coroa do dente (a parte exposta
na cavidade bucal) é recoberta pelo esmalte, estrutura resistente
às pressões e ao desgaste decorrentes da mastigação
(Figura 1). Essa estrutura é praticamente impermeável
e definitivamente insensível aos estímulos. As raízes
são recobertas por outro tipo de estrutura, denominada cemento.
Com o passar do tempo, esmalte e cemento sofrem degradações
(Figura 2) que expõem a dentina, estrutura também
dura e resistente e que abriga a polpa dental. Dessas estruturas,
somente a dentina apresenta sensibilidade. A dentina é bastante
permeável, constituída de milhões de canais
microscópicos (Figura 1) que, em teoria, ligam a polpa com
meio externo quando o esmalte ou o cemento são desgastados.
Sem o cemento e o esmalte, a dentina fica sem proteção
e sujeita às agressões do meio externo.
Qual
a relação da hipersensibilidade dentinária
com as lesões cervicais não cariosas?
A
hipersensibilidade dentinária ocorre mais comumente na região
cervical do dente (colo), onde o esmalte e o cemento são
degradados com maior freqüência, expondo a dentina. Quando
essa exposição dentinária não é
provocada por processo de cárie dental, a área exposta
é considerada uma lesão cervical não cariosa
(Figura 2). A prevalência dessas lesões é alta,
e pode-se antecipar que, em algum momento da vida, qualquer indivíduo
poderá ter, pelo menos, um dente com lesão cervical
não cariosa.
Quais
as causas mais comuns de lesões cervicais não cariosas?
Essas
lesões são resultado de uma interação
de fatores, em que os mais importantes são a oclusão
(contato entre os dentes antagonistas), a alimentação
rica em ácidos (frutas cítricas e refrigerantes em
excesso, por exemplo) e a escovação dental. A oclusão
promove a fadiga das estruturas dentárias na região
do colo, as substâncias ácidas causam a dissolução
do esmalte e a escovação remove mecanicamente o esmalte
enfraquecido ou dissolvido. Fatores sistêmicos também
podem contribuir para a degradação das estruturas
dentárias, tais como refluxo gastroesofágico, bulimia,
hipertireoidismo e qualquer outra doença que reduza o fluxo
salivar.
Como
tratar a hipersensibilidade dentinária?
O
dentista deve empregar os recursos dessensibilizadores (o que pode
incluir a restauração das lesões e ajustes
oclusais) para reduzir o desconforto imediato da dor e, complementarmente,
eliminar as causas da exposição dentinária
para impedir a recorrência da hiperestesia.
Fonte:
APCD
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